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Ecossistema de inovação no Brasil: as lacunas que precisamos preencher – Banca.com

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O ecossistema de inovação brasileiro é o mais robusto da América Latina e Caribe, e chegou a esse patamar em menos de 20 anos. A magnitude dos avanços em tão pouco tempo impressiona, não apenas pelo tamanho do ecossistema —startups, estímulo à pesquisa, hubs de fomento ao empreendedorismo, incubadoras, aceleradoras, espaços de coworking, instituições de capacitação, redes de investidores e fundos—, mas também por sua qualidade e capacidade de impulsionar o desenvolvimento. E não faltam áreas que comprovem o crescente impacto à sociedade por meio de tecnologias escalonáveis: saúde, educação, mobilidade urbana, saneamento básico, inteligência tributária, apenas para citar algumas.

Não por acaso, o Brasil é destino de quase 50% dos investimentos de capital estrangeiro em negócios da região, e o número de unicórnios —empresas que alcançam valores de mercado acima de US$ 1 bilhão— vem se superando anualmente. Mas ainda há muito o que ser conquistado, afinal o ecossistema brasileiro continua em formação e, portanto, sua trajetória apresenta lacunas internas e externas que desaceleram sua capacidade de gerar ainda mais entregas, principalmente no longo prazo e de maneira mais abrangente, inclusiva e integrada.

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Uma delas é a pulverização da inovação pelo país. Apesar da satisfatória presença de comunidades de empreendedorismo tecnológico em sua extensão territorial, com atuação importante em localidades como Tocantins, Roraima, Pernambuco, Mato Grosso e Goiás, ainda existe elevada concentração no Sul e no Sudeste.

O justificado direcionamento econômico dessas regiões mostra como o estímulo a ambientes mais produtivos pode fortalecer milhares de startups, especialmente as localizadas em áreas mais vulneráveis. A estratégia? Disseminar a transformação cultural em sua potência máxima para a construção de um mercado fértil ao investimento e, consequentemente, a geração de negócios e empregos. Empreendedores, grandes empresas, sociedade e instituições governamentais são beneficiadas. A união com este último é um exemplo de como atingir velocidade na resolução de problemas na nossa matriz de forma muito mais custo-efetiva. É a reconhecida relação de ganha-ganha.

A mesma aproximação se aplica ao processo de internacionalização do ecossistema nacional. Uma proporção relativamente baixa de negócios no Brasil tem explorado possibilidades além das fronteiras. A recíproca também é verdadeira dado que um número pequeno de startups da América Latina e Caribe estão conectadas ao movimento de inovação interno. Claro que uma razão natural para este cenário é o tamanho do nosso mercado que já tem proporções continentais. No entanto, redirecionar esforços para conquistar espaço vizinho, que apresenta muitas características (e desafios) semelhantes às encontradas no Brasil, é um passo significativo ao intercâmbio de influência entre negócios promissores.

Desta forma, é importante visão unificada para que o ecossistema brasileiro amplie sua capacidade de impacto de forma mundial. A começar pela conexão dentro de casa, integrando cada vez mais todas as regiões do país a um ecossistema estruturado e o envolvimento do setor público em todas as esferas. Além disso, conversar com os países da América Latina e Caribe e do mundo, amplia o poder de oportunidade, retroalimentando as experiências de larga escala. A exemplo das práticas semelhantes adotadas em Israel e Estônia, países que conseguiram reconhecimento internacional de seus ecossistemas.

Preencher as lacunas de um ecossistema de inovação requer esforços contínuos multilaterais, por isso as pontes nunca terminam. Um grande passo para atingir esse resultado é a parceria que o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), por meio de seu laboratório de inovação, o BID Lab, e o Cubo Itaú, maior hub de fomento ao empreendedorismo tecnológico da América Latina, anunciam hoje. O objetivo é enfrentar estes desafios de forma comprometida a criar estas e mais conexões de maneira que beneficiem não apenas o ecossistema de inovação brasileiro, mas de toda a região da América Latina e Caribe.

Renata Zanuto é Head de Ecossistema e Startups do Cubo Itaú e Hugo Flórez-Timorán é Representante do BID no Brasil. O BID e o Cubo Itaú lançam o “BID ao Cubo”, projeto que oferece espaços de integração entre negócios brasileiros e da região.

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Conselho da Anatel discutirá leilões de frequências para 5G – Banca.com

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O conselho diretor da Anatel reúne-se na próxima quinta-feira (6) e entre as matérias da pauta para deliberação estão as propostas de consultas públicas do edital de licitação para a disponibilização de espectro de radiofrequências para a prestação de serviços de telecomunicações, inclusive por 5G.

Conforme portaria publicada no Diário Oficial da União na véspera, o Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações estabeleceu diretrizes para os leilões das faixas de radiofrequências de 700 MHz, 2,3 GHz, 3,5 GHz e 26 GHz, .

De acordo com a portaria do ministério, caberá à Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) estabelecer as subfaixas a serem licitadas, bem como procedimentos administrativos para a viabilização de certames licitatórios, entre outras ações.

O ministério também definiu critérios para a proteção dos usuários que recebem sinais de TV aberta e gratuita por meio de antenas parabólicas na Banda C satelital, adjacente à faixa de 3,5 GHz.

Nesse sentido, a caberá à Anatel estabelecer medidas de melhor eficiência técnica e econômica para solucionar interferências prejudiciais identificadas sobre serviços fixos por satélite em operação na Banda C, considerando formas de assegurar a recepção do sinal de televisão aberta e gratuita pela população efetivamente afetada, entre outras atribuições.

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Facebook anuncia novos recursos de controle parental no Messenger Kids – Banca.com

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O Facebook anunciou nesta terça-feira (4) que planeja adicionar novas ferramentas para o recurso de controle parental em seu aplicativo Messenger Kids, meses após surgirem dúvidas sobre a proteção da privacidade em aplicativos para crianças.

Os novos recursos incluirão acesso para os pais verem o histórico de conversas de seus filhos e permitirão que eles monitorem as contas bloqueadas ou desbloqueadas no aplicativo, informou a empresa.

Os pais também podem ver as fotos ou vídeos mais recentes enviados e recebidos no aplicativo e podem excluí-los, se necessário, acrescentou o Facebook.

Em agosto, o Facebook reconheceu uma falha no Messenger Kids que permitia que milhares de crianças participassem de conversas em grupo nas quais nem todos os membros eram aprovados pelos pais.

O Facebook está sendo monitorado por vários governos sobre segurança infantil em seu conjunto de aplicativos, especialmente desde que anunciou seu plano de estender a criptografia de ponta a ponta em seus serviços de mensagens no ano passado.

Os legisladores alertam que a criptografia forte os impede de acessar evidências de abuso infantil, protegendo predadores.

O Facebook não informou se o Messenger Kids será incluído no plano de criptografia.

A empresa disse nesta terça-feira que também informará os usuários do Messenger Kids sobre os tipos de informações que outros podem ver sobre eles.

(Por Akshay Balan, em Bengaluru, e Katie Paul, em San Francisco)

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A startup que quer enfrentar a Amazon no mercado de livros – Banca.com

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A Amazon tem uma presença gigantesca no mercado de livros dos Estados Unidos. A empresa fundada por Jeff Bezos em 1994 concentra 90% das vendas de livros digitais (ebooks e audiobooks) dos 50 estados americanos e cerca de 45% das vendas de livros impressos.

É consenso que a Amazon tem impacto no mercado editorial dos países em que opera. Nos EUA e Reino Unido, a gigante online é colocada como responsável pelo fechamento de pequenas livrarias. No Brasil, a empresa expandiu sua atuação durante uma crise de mercado – decorrente de diversos fatores – que levou grandes redes do varejo de livros a entrarem em processos de recuperação judicial.

Nos Estados Unidos, uma startup se lançou com a proposta deliberada de fazer frente à Amazon no país e estimular as livrarias independentes. É a Bookshop, que começou sua operação – ainda pequena – em janeiro de 2020, colocando-se como uma iniciativa “antidisruptiva”.

“Não queremos revolucionar uma indústria”, disse o CEO Andy Hunter à revista Wired. “É sobre fortalecer uma indústria, é sobre afastar a influência disruptiva da Amazon”, afirmou.

Como fazer isso? Segundo a Bookshop, a única estratégia possível é ir na contramão de todos os fundamentos do empreendedorismo e abrir mão de um grande percentual de sua margem de lucro.

Como funciona a Bookshop
Para o consumidor final, o serviço da Bookshop é similar ao oferecido pela Amazon. Basta entrar no site, escolher o livro, a forma de pagamento e aguardar a entrega.

A diferença se dá na relação com fornecedores. A startup não trabalha com editoras, mas com pequenas livrarias locais, que se cadastram na plataforma e fazem um serviço de curadoria recomendando livros.

Também há uma mudança na forma como a empresa lida financeiramente com as livrarias. A Bookshop, a cada seis meses, vai dividir 10% dos seus lucros com as lojas que se cadastrarem em seu sistema e indicarem o serviço para seus clientes.

As lojas cadastradas integram um programa de afiliados que paga 25% da margem de lucro de cada venda realizada. Para efeitos comparativos, o programa de afiliados da Amazon repassa cerca de 4% a 8,5% da margem de lucro para seus membros.

Influenciadores digitais e veículos de comunicação também podem fazer parte do programa de afiliados, recomendando curadorias aos seus públicos e recebendo 10% da margem de lucro de cada venda realizada dentro da plataforma.

Ao todo, contando todos os processos envolvidos, a Bookshop vai abrir mão de 60% a 80% da margem de lucro de cada venda. “É por isso que é difícil conseguir investidores para a empresa”, afirmou Hunter na mesma entrevista à Wired.

Não há previsão de ampliar a atuação para outros países, como o Brasil.

Qual o impacto da Amazon no mercado editorial
A Amazon causa debates por onde passa e quando oferece novos serviços aos seus usuários.

A empresa, que hoje tem um valor de mercado de cerca de US$ 1 trilhão e atua em ramos variados como produção audiovisual e computação em nuvem, começou suas operações com a venda de livros.

A ideia do que viria a ser a Amazon partiu de Bezos, que queria vender livros usando a internet. O nome da empresa foi inspirado pelo rio Amazonas, no Brasil. O executivo, à época um programador, queria criar “a maior loja de livros do mundo” e, por isso, escolheu o nome do maior rio do mundo.

Além de ter o próprio estoque de produtos, a Amazon também permite que vendedores externos criem lojas dentro da plataforma e vendam seus produtos, pagando uma taxa para empresa e ganhando uma comissão por isso.

Desde o início de sua operação, a companhia oferece aos clientes preços abaixo daqueles que são oferecidos nos mais diversos ramos do varejo. Por isso, costuma ser acusada de dumping, prática que configura oferecer descontos para ganhar uma grande vantagem sobre a concorrência.

Por causa disso, países como a França criaram regulamentações para que a gigante do varejo online possa operar. Lá, o limite máximo de desconto que pode ser oferecido em livros é de 5% e, caso ele seja praticado, a empresa não pode oferecer a opção de frete grátis.

“A França é um país que tem uma tradição de protecionismo em seus mercados”, afirmou ao Nexo Guilherme Kroll, um dos sócios da Balão Editorial e professor de produção editorial na escola online LabPub.

Kroll vê a Amazon como uma ferramenta de facilitação do acesso à leitura. “O Brasil tinha uma malha de livrarias muito pequena”, disse. “Hoje qualquer pessoa pode entrar na Amazon e receber qualquer livro que quiser. Pode até pagar um frete um pouco caro, mas vai receber”, acrescentou.

O editor vê também a Amazon como uma ferramenta que dá acesso a um catálogo infinito. “Se você for numa loja da Livraria Cultura, vai ter muitos livros disponíveis. Uma pessoa ao entrar na Amazon, vai ter acesso a todos os livros do mundo todo, tirando os independentes”, afirmou.

É possível bater de frente com a Amazon?
Mariana Rolier, publisher e editora da Storytel, plataforma de streaming de audiobooks, avalia que, apesar do discurso do CEO da Bookshop, não se trata de um confronto direto com a Amazon.

“São dois públicos diferentes, um não tem impacto no outro”, disse ao Nexo. Segundo ela, a Bookshop vai contar com um público de leitores assíduos, que buscam a curadoria e querem indicações de novas leituras, enquanto a Amazon seguirá com uma base de clientes que leva em consideração apenas o preço dos produtos.

A tendência se confirma por meio dos números. Entre 2014 e 2019, aumentou em 7,5% o número de livrarias independentes nos EUA, que se posicionam não somente enquanto lojas, mas como polos culturais – que oferecem indicações aos clientes e promovem eventos para movimentar a agenda das cidades nas quais estão presentes.

“Eles vão oferecer algo que a Amazon não tem”, avaliou Kroll, que vê nas indicações feitas por algoritmo um dos piores impactos de um ambiente de varejo 100% virtual.

A Amazon – e outras plataformas digitais em diferentes tipos de mercado – oferecem sugestões aos usuários com base em algoritmos que identificam tendências de busca e apontam produtos similares.

“Mas se o usuário seguir apenas o que o algoritmo indica, dificilmente vai descobrir alguma coisa nova”, afirmou Kroll. “O livreiro é uma figura humana, ele vai conhecer o público e fazer uma seleção de coisas que podem ser legais e interessantes”, concluiu.

Link para matéria: https://www.nexojornal.com.br/expresso/2020/02/03/A-startup-que-quer-enfrentar-a-Amazon-no-mercado-de-livros
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