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Michelly Boechat marca presença na Feijoada do Salgueiro – Banca.com

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Morre David Corrêa, maior vencedor de sambas-enredo da Portela – Banca.com

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Se despede do samba carioca o grande compositor David Corrêa, aos 82 anos, no Hospital Marcílio Dias, no Lins, Zona Norte do Rio. Internado desde sábado (2), após complicações renais, faleceu nesta tarde de domingo (10). Segundo a escola, familiares disseram que atestado de óbito informou que a causa da morte foi Covid-19.

O compositor foi maior vencedor de sambas-enredo da Portela, respirando a alegria pueril e a inspiração fascinante que é o carnaval, como cantou no samba-enredo em 1973, “Pasárgada, o amigo do rei”:

“[…] Senti palpitar meu coração

Na passarela,
Um reino surgia
Quanta alegria
Desembarquei feliz
Tudo era fascinante
Nesse mundo pequenino
Até relembrei os dias
Do meu tempo de menino

Nas brincadeiras de roda
Rodei pelo mundo afora[…]”

Em 1975, Silvinho da Portela e Clara Nunes no carro de som, defenderam o samba “Macunaíma” com muito fôlego e dedicação, auxiliados por Candeia e pelo próprio compositor David Correa. Composição que carrega uma forte manifestação com olhar crítico, o retrato do Brasil, baseado na obra de Mário de Andrade, importante autor do Modernismo brasileiro, aliás, seu fundador, poeta e romancista brasileiro. Fechando o samba e o espetáculo na avenida com o vislumbre de escapar da realidade sistêmica, que no Brasil, injusta, marcada pela escravidão e suas consequências, para a infinitude de um mundo outro como a beleza do espaço:

“Vou-me embora, vou-me embora
Eu aqui volto mais não
Vou morar no infinito
E virar constelação”

Além da Portela, o compositor quebrou a tradição e compôs para outras escolas, sendo autor em outras agremiações como Mangueira, Salgueiro, Estácio e Imperatriz. Cantores como Elza Soares, Almir Guineto, Maria Bethânia, Reinaldo e outros muitos gravaram suas canções.


Foto: David Corrêa (à dir.) com Clara Nunes e Candeia no desfile da Portela de 1975 – Reprodução/gresportela.org.br

A perda é incomensurável para a cultura carioca e brasileira. Apesar do incerto resultado do atestado de óbito do compositor, é mais um caso que escancara o cenário de descaso dos governos, em meio a pandemia, com o desmonte da saúde pública que afeta profundamente a vida dos trabalhadores e da população pobre. Como se não bastasse a dor dos familiares e amigos, precisam velar seus queridos às cegas de não saber o real motivo da morte, num contexto onde não se tem testes massivos, onde não se construiu leitos de forma a impedir o colapso das UTIs, não aumentou o número de respiradores do estado de forma qualitativa enquanto o bolso dos capitalistas transborda em lucros.

O Esquerda Diário se solidariza com a imensa perda para familiares e amigos do compositor David Corrêa.

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Lenda do rock, Little Richard morre aos 87 anos – Banca.com

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Um dos maiores astros da história do rock, músico foi responsável por hits como ‘Tutti Frutti’, ‘Lucille’, Rip it up’ e ‘Long tall Sally’

Astro da história do rock, Little Richard morreu aos 87 anos, na manhã deste sábado (9/5). A notícia foi confirmada pelo filho do artista, Danny Penniman, à revista “Rolling Stone”. A causa da morte ainda não foi divulgada.

Pioneiro do rock n’ roll, nascido na Georgia em 5 de dezembro de 1932, incansável músico, pianista e intérprete teatral, Richard Wayne Penniman, como constava em sua identidade, havia anunciado sua aposentadoria em 2013, quando completou 80 anos.

Um dos nomes sagrados do ritmo conduzido pelas guitarras elétricas, Richard considerava que o nascimento do rock havia acontecido com o lançamento do clássico “Tutti Frutti”, obra com a sua assinatura que estourou nas paradas de sucesso num Estados Unidos racista e puritano da década de 1950.

“Acredito que esse será o meu legado, pois, quando eu comecei no show business, não havia nada parecido com o rock n’ roll”, afirmou, em entrevista recente ao El País.

Little Richard empolgou uma legião de jovens durante a década de 1950 ao lado de Jerry Lee Lewis e outros músicos que dilaceraram regras e abriram o caminho para mitos como Elvis Presley, os Beatles, Bob Dylan, os Rolling Stones, James Brown, entre muitos outros.

Ele vendeu mais de 30 milhões de discos em todo o mundo, e sua influência sobre outros músicos foi igualmente impressionante, de Otis Redding a Creedence Clearwater Revival e David Bowie.

Um famoso grito de guerra se tornara um marco em seus shows: “A-wop-bop-a-loo-bop-a-wop-bam-boom”, dizia um dos versos de “Tutti Frutti”.

Revolução cultural

Esse grito, aliás, deu mesmo início a uma revolução cultural e comportamental na América, alçando o rock à categoria de maior fenômeno cultural da segunda metade do século 20. Todas as gerações posteriores tiveram a influência de Little Richard, de forma direta ou indireta.

Os brasileiros assistiram às performances de Richard em 1994 e em 1997. Em entrevista ao GLOBO, publicada em 1997, o cantor falou sobre a dualidade que marcou sua vida, o rock e a religião, lembrando-se do período em que abandonou a música pop para se ordenar como pastor protestante:

— Hoje, eu separo bem essas duas coisas, Deus e o rock and roll, algo que não conseguia fazer na minha juventude. O rock é minha vida, meu trabalho, mas também acredito em Deus. Posso fazer um grande show e no dia seguinte ir à igreja rezar.

Conflito com religião

Richard Wayne Penniman era o terceiro de12 filhos de Charles Penniman, um fabricante clandestino de bebidas alcoólicas, e Leva Mae. O pequeno Richard cresceu numa família religiosa na qual cantar fazia parte de suas vidas.

A liberdade que a música lhe dava contrastava com a privação que a religiosidade lhe impunha, conflito que levaria por toda sua vida. Aprendeu a tocar saxofone e piano na adolescência, mesmo período em que começou a perder o interesse pela escola e a tocar em várias bandas.

Em 1948, foi expulso de casa pelo pai, que acreditava que o comportamento de seu filho não estava de acordo com as leis cristãs. Por várias vezes, Richard recebeu punições por gostar de se vestir com as roupas de sua mãe.

Até gravar seu primeiro disco, em 1951, Richard se apresentou no “Medicine Show do Dr. Hudson”, na boate Tick Tock Club, além de vários grupos de vaudeville, como Sugarfoot Sam, do Alabama (no qual aparecia vestido de mulher e era chamado de “Anabela”), Tidy Jolly Steppers, King Brothers Circus e Broadway Follies.

Glam rock e moda andrógina

Em 1950, Little Richard conheceu o cantor Billy Wright, cujo grande cabelo, maquiagem pesada e blues de estilo gospel lhe influenciaram. Foi aí que ele começou a criar uma estética própria, entre o glam rock e a moda andrógina, algo que influenciaria diretamente nomes como Prince e David Bowie. Nos bastidores, ele passaria a se definir como gay, bissexual e “pan-sexual”, como reforçava.

Em 1951, Little Richard grava pela primeira vez em estúdio, apoiado pela banda de Wright. Nesse mesmo ano, graças a essas gravações, o artista consegue assinar um contrato com a RCA Victor. Entre as músicas destaca-se o blues “Every hour”, que se tornou seu primeiro single e um sucesso na Geórgia. O lançamento dessa música melhorou o relacionamento com seu pai, que começou a tocar a música regularmente em seu bar.

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Morre o desenhista Daniel Azulay, vítima de coronavírus – Banca.com

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O desenhista, pintor e cartunista Daniel Azulay morreu morreu nesta sexta-feira (27), aos 72 anos, no Rio de Janeiro. Ele lutava contra a leucemia e contraiu o coronavírus, segundo informações da Clínica São Vicente, na Gávea, zona sul carioca. Ele estava internado há duas semanas.

Cartunista, desenhista e artista plástico, Daniel Azulay era o criador da Turma do Lambe Lambe, muito popular nos anos 80 em programas de TV para públicos infantis. Posteriormente, continuou trabalhando em outros programas e projetos na internet, com trabalhos que ensinavam a importância de conceitos como sustentabilidade e meio ambient

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